sábado, 23 de julho de 2011

Das cinzas,o blog renasce!

Olá para quem estiver lendo.
O Blog havia sido "esquecido",e não havia mais postagens. Assim que puder,postarei de volta.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Águia


A águia é o nome comum dado a algumas aves de rapina da família Accipitridae, geralmente de grande porte, carnívoras, de grande acuidade visual. O nome é atribuido a animais pertencentes a géneros diversos e não corresponde a nenhuma clade taxonómica. Por vezes, dentro de um mesmo género ocorrem espécies conhecidas popularmente por gavião ou búteo.

As águias são também símbolos utilizados em vários contextos e culturas:

Como símbolo das legiões romanas
Como animal nacional dos Estados Unidos da América
Como mascote e símbolo do clube Sport Lisboa e Benfica
Como mascote e símbolo do clube São José Esporte Clube
Como mascote e símbolo do clube Vitória Futebol Clube (ES)
Algumas espécies de águia
Família Pandionidae
Pandion - Águia-pesqueira
Família Accipitridae
Haliaetus
Águia-rabalva (H. albicilla)
Águia-de-cabeça-branca (H. leucocephalus)
Águia-pesqueira-africana (H. vocifer)
Circaetus
Águia-cobreira (C. gallicus)
Buteo
Águia-de-asa-redonda (B. buteo)
Aquila
Águia-pomarina (A. pomarina)
Águia-gritadeira (A. clanga)
Águia-imperial-ibérica (A. adalberti)
Águia-imperial-oriental (A. heliaca)
Águia-real (A. chrysaetos)
Águia-de-bonelli (A. fasciatus)
Águia-calçada (A. pennatus)
Águia-rapace (A. rapax)
Águia-das-estepes (A. nipalensis)
Águia-negra-africana ou águia-de-verraux (A. verrauxi)
Geranoaetus
Águia-chilena (G. melanoleucus)
Harpyhaliaetus
Águia-cinzenta (H. coronatus)
Águia-solitária (H. solitarius)
Harpia (H. Harpyja)
Harpagornis
Águia-de-haast (H. moorei) - extinta
Pithecophaga
Águia-das-filipinas (P. jefferyi)
Simbologia
A águia pode ser vista simbolicamente como símbolo da força, da grandeza e da majestade. Foi muito usada em brasões de exércitos, figurando nos estandartes de Ciro, rei dos Persas, e, mais tarde, durante o segundo consulado de Mário, encimando as lanças que eram insígnias das legiões. Na simbologia cristã aparece como possível símbolo da ressurreição e o triunfo de Cristo e do cristianismo. Foi também o símbolo da alma humana, o símbolo das artes. Chama-se de águia o homem muito perspicaz, penetrante, que vê longe; superior em inteligência.

Crocodilo


Crocodilo é o nome comum a catorze espécies dos répteis da família crocodylidae. O termo também é usado às vezes para incluir todos os membros da ordem crocodylia: isto é, os crocodilos verdadeiros, os aligatores e jacarés (família alligatoridae) e o gavial (família gavialidae).

Os crocodilos vivem nas Américas, África, Ásia e Austrália. Os crocodilos habitam geralmente as margens de rios, enquanto os da Austrália e ilhas do Pacífico também freqüentam o mar.

O maior réptil hoje na face da terra é o crocodilo-de-água-salgada encontrado no norte da Austrália e ilhas do sudeste da Ásia.

Origem do nome
Na Europa medieval, o crocodilo era um animal pouco menos que mitológico, conhecido apenas pelas referências de gregos e latinos que o haviam visto no Egito. Os romanos o chamaram crocodilus, palavra que tomaram do grego krokodeilos. Em textos de língua ibérica, a palavra aparece registrada pela primeira vez em 1251, como cocodrillus.

Os gregos cunharam esse nome tomando-lhe de kroké (pedra) e drilos (gusano, verme) depois de haver observado os crocodilos sobre bancos de areia e na margem dos rios desfrutando do calor do sol, imóveis como pedras.

Desde a antiguidade clássica, difundiu-se o mito de que os crocodilos emitem um som semelhante a um soluço quando atraem as pessoas até sua caverna e, depois de devoradas, deixam cair amargas lágrimas, talvez de compaixão pelo triste destino de suas vítimas. Esta é a origem da expressão "derramar lágrimas de crocodilo", usada para referir-se a quem chora para fingir um sentimento que não é verdadeiro.

Ordem Crocodylia
Família Crocodylidae
Crocodilo-americano, Crocodylus acutus
Crocodilo-de-focinho-delgado, Crocodylus cataphractus
Crocodilo-do-orinoco, Crocodylus intermedius
Crocodilo-de-água-doce, Crocodylus johnstoni
Crocodilo-filipino, Crocodylus mindorensis
Crocodilo-de-morelet, Crocodylus moreletii
Crocodilo-do-nilo, Crocodylus niloticus
Crocodilo-da-nova-guiné, Crocodylus novaeguineae
Crocodilo-persa Crocodylus palustris
Crocodilo-de-água-salgada, Crocodylus porosus
Crocodilo-cubano, Crocodylus rhombifer
Crocodilo-siamês, Crocodylus siamensis
Crocodilo-anão, Osteolaemus tetraspis
Gavial-falso, Tomistoma schlegelii
Família Alligatoridae: aligatores e jacarés
Família Gavialidae: Gavial

Hiena


Hyaenidae é a família da ordem Carnivora que inclui os vários tipos de hienas e o lobo-da-terra. O grupo habita as planícies e savanas de África e oeste da Ásia e nenhum dos seus membros corre actualmente perigo de extinção – apesar da hiena-castanha possuir uma distribuição geográfica restrita ao sul da África. Apesar de se parecerem exteriormente com os canídeos, as hienas têm maior afinidade com a família Viverridae e, juntamente com os membros dessa última e com os membros da família Felidae, têm origem na extinta família Viverravidae.

As hienas são animais carnívoros de médio a grande porte que ocupam lugares cimeiros na cadeia alimentar; a excepção é o lobo-da-terra que é insectívoro. A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes de terminação em bico ou arredondada, e músculos maxilares poderosos. As patas traseiras, fortemente musculadas, são mais curtas que as patas da frente, o que dá um aspecto assimétrico ao animal. Apesar de serem caçadores eficientes, grande parte da alimentação das hienas é à base de carcaças que encontram ou que roubam a outros carnívoros. As hienas não são corredoras de velocidade, mas são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros. A dentição é composta por 32 a 34 dentes fortes e adaptados à mastigação de ossos. O seu sistema digestivo está bastante bem adaptado à digestão de ossos e outras partes mais duras das suas presas. Esta eficiência em aproveitar todos os nutrientes de uma carcaça é uma das razões para o sucesso evolutivo do grupo - no qual as formas meramente corredoras, com uma dentição mais adaptada ao consumo de partes moles, desapareceram pela competição ecológica com os canídeos. À excepção do lobo-da-terra, que é solitário, as hienas são animais gregários e têm hábitos noturnos, embora possam pontualmente estar activas de dia.

Suas sociedades são dominadas pelas fêmeas, o que não é comum entre mamíferos, e as fêmeas têm níveis de agressividade muito altos, gerando hormônios masculinos, o que de fato interfere na procriação. Até as crias são muito agressivas e é comum matarem-se umas as outras. As hienas nascem com os olhos abertos e os dentes inteiramente formados.

Vivem em clãs de até quarenta animais. Costumam caçar as presas como os lobos e raramente atacam em emboscada.

O grupo surgiu na Eurásia no Miocénico (há cerca de 10 milhões de anos), a partir da família Viverridae, tendo a separação dos géneros Crocuta e Hyaena ocorrido no Pliocénico. A máxima diversificação das hienas verificou-se no Plistocénico, com nove espécies que viviam na Europa, Ásia e África. As variedades europeias extinguiram-se no fim da Idade do Gelo, devido à extinção da megafauna de que se alimentavam e às dramáticas alterações climáticas que então ocorreram.

Taxonomia da Família Hyaenidae

Subfamília †Protictitheriinae
Gênero †Protictitherium
Gênero †Plioviverrops

Subfamília Protelinae
Gênero Proteles
Proteles cristatus - Lobo-da-terra

Subfamília †Ictitheriinae
Gênero †Tungurictis Colbert, 1939
Gênero †Thalassictis Nordmann, 1850
†Thalassictis robusta Gervais, 1850
†Thalassictis proava - Mioceno Médio-Superior, Paquistão
†Thalassictis (Miohyaena) certa (Forsyth-Major, 1903) - Mioceno Médio (MN 7-8), La Grive Saint-Alban (Isère, França
†Thalassictis montadai - Mioceno Médio, Hostalets de Pierola, Espanha
†Thalassictis sarmatica
†Thalassictis spelaea (Semenov, 1988)
Gênero †Tongxinictis
Gênero †Ictitherium Wagner, 1848
Gênero †Hyaenotherium
†Hyaenotherium wongii
Gênero †Miohyaenotherium
†Miohyaenotherium bessarabicum (Simionescu, 1937)
Gênero †Hyaenictitherium Kretzoi, 1938
†Hyaenictitherium hyaenoides
†Hyaenictitherium parvum
†Hyaenictitherium pilgrimi
†Hyaenictitherium namaquensis

Subfamília Hyaeninae
Tribo †Chasmaporthetini

Gênero †Lycyaena Hensel, 1861
†Lycyaena chaeretis
†Lycyaena dubia
†Lycyaena macrostoma
†Lycyaena crusafonti
Gênero †Hyaenictis Gaundry, 1861
†Hyaenictis graeca
†Hyaenictis almerai
†Hyaenictis hendeyi
Gênero †Chasmaporthetes Hay, 1921
†Chasmaporthetes ossifragus
†Chasmaporthetes australis
†Chasmaporthetes nitidula
†Chasmaporthetes silberbergi
†Chasmaporthetes exitelus
†Chasmaporthetes borissiaki
†Chasmaporthetes lunensis
Tribo Hyaenini

Gênero †Metahyaena Viranta e Werdelin, 2003
†Metahyaena confector Viranta e Werdelin, 2003 - Mioceno Superior
Gênero †Palinhyaena Qiu, Huang e Guo, 1979
†Palinhyaena reperta
Gênero †Ikelohyaena
†Ikelohyaena abronia
Gênero †Leecyaena Young e Liu, 1948
†Leecyaena lycyaenoides
†Leecyena bosei
Gênero Hyaena Brisson, 1862
Hyaena brunnea - Hiena-castanha
Hyaena hyaena - Hiena-riscada
Gênero †Pliocrocuta Kretzoi, 1938
†Pliocrocuta perrieri Kretzoi, 1938
Gênero †Pachycrocuta Kretzoi, 1938
†Pachycrocura pyrenica
†Pachycrocuta robusta
†Pachycrocuta brevirostris
†Pachycrocuta bellax
Gênero †Adcrocuta Kretzoi, 1938
†Acrocuta eximia - Mioceno Superior, Akkaşdaği, Turquia
Gênero Crocuta Erxleben, 1777
Crocuta crocuta - Hiena-malhada
Gênero †Euryboas
Hiena-caçadora (extinta)

Tigre

Tigre (Panthera tigris) é um mamífero da família dos Felinos ou Felídeos. É uma das quatro espécies dos "grandes gatos" que pertence ao género Panthera. Os tigres são predadores carnívoros.

Um macho adulto pode pesar mais de 300 kg. São caçadores noturnos e apesar de seu grande tamanho, podem se aproximar de suas presas em completo silêncio, antes de se precipitar sobre elas a curta distância.
Subespécies
Há nove subespécies distintas de tigre, três das quais estão extintas e uma muito próxima de tornar-se também extinta. Ocupavam historicamente uma extensa área que engloba Rússia, Sibéria, Irã, Cáucaso, Afeganistão, antiga Ásia Central Soviética, Índia, China, todo o sudeste da Ásia e Indonésia (ilhas de Sumatra, Java e Bali). Hoje em dia se encontram extintos de muitos países da Ásia. Estas são as subespécies sobreviventes, em ordem decrescente de população selvagem:
Tigre-siberiano
(Panthera tigris altaica) Está agora confinado a uma pequena área no leste da Rússia, onde é protegido. Antigamente habitava a Coréia, Manchúria (região nordeste da China), sudeste da Sibéria e leste da Mongólia. Desde os anos 1920 não são mais vistos na Coréia do Sul. Em liberdade existem entre 300 a 500 indivíduos no momento, e muitas populações não são geneticamente viáveis, por estarem sujeitas a cruzamentos consangüíneos. É a maior das subespécies de tigre e o maior felino existente hoje em dia, pesando, na grande maioria das vezes, entre 180 e 250 kg, de forma que podem haver indivíduos menores e maiores que esse intervalo de peso. Tem cerca de 2,40 m a 3,15 m de comprimento somados ainda com a cauda de 1,10 m ou 1,20 m. O maior exemplar já catalogado na natureza tinha 384 kg e o maior em cativeiro tinha 452 kg. A sua dieta é formada por alces, javalis, cervos e outros grandes e pequenos animais. Arrastam a carcaça de um alce de 870 kg para o lugar que mais lhe agrada. Diferentemente das outras subespécies de tigre, vive em uma área de clima frio formada por florestas boreais (de carvalhos e coníferas) e, por conta disso, tem uma pelagem mais clara e menos listras para poder se confundir com a o arvoredo seco de que se rodeia durante a caça.


Tigre-do-sul-da-china ou Tigre-da-china-meridional
(Panthera tigris amoyensis) É a mais criticamente ameaçada das subespécies, em razão de sua rara cor, verde, caminhando rapidamente à extinção. Até o começo dos anos 1960 haviam aproximadamente 4000 tigres na China. Na época eram mais numerosos até que os tigres da Sibéria e de Bengala.

Em 1959 Mao Tse Tung, na época do "grande salto para frente", declara os tigres uma praga. Seguiu-se então uma brutal perseguição aos tigres, reduzindo-os a 200 indivíduos em 1976. Há apenas 59 exemplares em cativeiro, todos na China, mas que descendem de somente 6 exemplares! A diversidade genética necessária para manter a espécie já não existe, indicando que uma possível extinção está próxima.


Tigre-da-indochina
(Panthera tigris corbetti) É encontrado no Camboja, Laos, sudeste da China, Malásia, Myanmar, Tailândia e Vietnã. Estima-se que sua população esteja entre 1.200 e 1.800 indivíduos. A maior parte desta população está na Malásia.


Tigre-de-sumatra

Panthera tigris(Panthera tigris sumatrae) É encontrado somente na ilha indonésia de Sumatra. A população selvagem estimada é de 400 a 500 animais, presentes predominantemente nos cinco parques nacionais da ilha. Pesquisas genéticas recentes revelaram a presença de um marcador genético único, indicando que pode-se desenvolver uma nova espécie, caso não se torne extinta. Isto sugere que o tigre de Sumatra deve ter uma enorme prioridade de conservação.


Tigre-de-bengala
(Panthera tigris tigris) É encontrado nas florestas e savanas de Bangladesh, Butão, China, Índia, Myanmar, as ilhas de Java, Sumatra e Bali, na Indonésia e Nepal. É o animal nacional da Índia e de Bangladesh. A população selvagem estimada desta subespécie é de 3000 a 4600 indivíduos, a maioria vivendo na Índia e em Bangladesh. No entanto muitos conservacionistas indianos, após algumas crises recentes como a de Sariska, duvidam de tal número, achando que ele é otimista demais. Eles acreditam que o verdadeiro número do tigre de Bengala na Índia possa ser menor que 2000, já que muitas das estatísticas são baseadas em identificação de pegadas, o que muitas vezes gera um resultado distorcido. A gestação demora de 98 a 113 dias, e tem em média entre 1 a 6 filhos. É um animal solitário, unindo-se à fêmea apenas durante a época de acasalamento. Sua área de domínio vai de 44 km² (fêmea), até 52 km², área necessária aos machos. A grande maioria pesa entre 266 kg e 302 kg. No entanto, o maior tigre de Bengala encontrado estava em estado selvagem e pesava 389 kg.


Tigre-malaio
(Panthera tigris jacksoni) Presente exclusivamente no sul da península malaia. Até 2004 não era considerada como uma subespécie de tigre. Até então era tido como parte da subespécie indochinesa. Tal classificação mudou em função de um estudo do Laboratório de Estudos da Diversidade Genômica, parte do Instituto Nacional do Câncer, EUA. Segundo estimativas a população de tigres malaios selvagens é de 600 a 800 indíviduos, sendo a maior população de tigres após o tigre de Bengala. É um ícone nacional na Malásia, aparecendo no brasão e no logotipo de instituições do país, tais como o Maybank.




Tigre-de-bali †
(Panthera tigris balica) Sua ocorrência era limitada à ilha de Bali, na Indonésia. Estes tigres foram caçados até a extinção. O último exemplar de tigre balinês deve ter sido morto em Sumbar Kima, oeste de Bali em 27 de setembro de 1937, e era uma fêmea adulta. Nenhum tigre balinês era mantido em cativeiro. De todas as subespécies era a menor de todas, chegando a pesar menos da metade dos tigres siberianos.


Tigre-de-java †
(Panthera tigris sondaica) Era limitado à ilha indonésia de Java. Esta subespécie foi extinta na década de 1980, como resultado de caça e destruição de seu habitat. Mas a extinção desta subespécie tornou-se extremamente provável já na década de 1950, quando havia menos de 25 animais em estado selvagem. O último animal selvagem foi avistado em 1979.


Tigre-do-cáspio ou Tigre Persa †
(Panthera tigris virgata) Tornou-se extinto na década de 1960, com o último sendo visto em 1968. Era encontrado no Afeganistão, Irã, Iraque, Mongólia, União Soviética e Turquia. De todas as subespécies de tigre era a mais ocidental, sendo a subespécie utilizada no coliseu de Roma. No começo do século XX foi alvo de perseguição por parte do governo da Rússia czarista (que acreditava não haver mais espaço para o tigre na região) por conta de um programa de colonização da área. Esta subespécie é dada como extinta mas existem casos de registos visuais não confirmados.


Subespécies inválidas
Além das subespécies citadas acima, existem algumas subespécies que ainda não foram reconhecidas pela taxonomia.

Tigre-coreano (Panthera tigris coreensis) - Habitava a Península da Coréia e sul da Manchúria, áreas das quais o tigre se encontra extinto desde meados do século XX. Considerado parte do tigre siberiano.
Tigre-de-xinjiang (Panthera tigris lecoqi) - Estudado e classificado por Schwarz em 1916. É considerado parte do tigre do Cáspio. Vivia no noroeste da China, mais precisamente na província de Xinjiang.
Tigre-do-turquestão (Panthera tigris trabata) - Tal como o tigre de Xinjiang foi estudado e classificado por Schwarz em 1916 e é considerado parte do tigre do Cáspio. Vivia em áreas dos atuais Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tajiquistão.

Outros tigres
Há outros animais, que receberam o nome de tigre mas que no entanto não estão relacionados com este felino.

Tigres-dente-de-sabre, que são felinos, mas de outra sub-família
Tigre-da-tasmânia, que é um marsupial
tubarão-tigre,um tubarão
O tigre na medicina chinesa
Uma das maiores ameaças a sobrevivência ao tigre hoje em dia vem da medicina tradicional chinesa. Cada parte tem uma utilidade médica de acordo com as superstições orientais:

O rabo pode ser moído e misturado com sabão para ser aplicado como ungüento para tratar de doenças de pele. Ainda os ossos da ponta do rabo são usados como amuletos para espantar maus espíritos.
Sua pele é utilizada como tapete para curar uma febre causada por maus espíritos. Porém convém tomar muito cuidado: Caso a pessoa fique muito tempo sobre o tapete, pode se transformar em um tigre.
Pode-se curar uma pessoa com indolência e acne misturando o cérebro com óleo e esfregando pelo corpo.
Acrescentando-se mel aos cálculos biliares, pode-se aplicar sobre as mãos e os pés para curar abcessos.
Os pelos queimados são utilizados para afastar centopéias.
O osso moído, adicionado ao vinho, é um tônico tradicional em Taiwan.
O globo ocular ingerido como se fosse uma pílula é utilizado para curar convulsões.
Os bigodes são utilizados como amuleto para proteger contra balas de armas de fogo e para dar coragem a pessoa.
Para impedir que uma criança tenha convulsões é só retirar os pequenos ossos das patas e amarrá-los nos punhos dela.
Seu pênis é o principal ingrediente de uma sopa afrodisíaca muito apreciada em vários países do Oriente.
As costelas são usadas como valiosos amuletos.
Há quem acredite que comer o coração de um tigre ganhe coragem e força.
Quem carregar uma pata no bolso terá coragem e ficará protegido contra eventuais sustos inesperados.
Carregar a unha de um tigre dá boa-sorte.

Leão Marsupial


O leão-marsupial é o nome genérico dado aos mamíferos marsupiais da família Thylacoleonidae, que habitaram a Austrália no Neogénico. Apesar do nome popular, estes animais não estão relacionados com os leões, que são mamíferos placentários da família Felidae. O grupo surgiu no Oligocénico (ca. 33 milhões de anos) e extinguiu-se no Plistocénico (c. 10 mil anos atrás). Foram encontrados fósseis de oito espécies de leões marsupiais classificadas em três géneros. A família Thylacoleonidae evoluiu a partir de antepassados herbívoros pertencentes à infra-ordem Vombatiformes que inclui os wombats e coalas modernos, os parentes mais próximos do leão marsupial.

Os tilacoleonídeos mais primitivos, pertencentes ao género Priscileo, eram pouco maiores de uma doninha e tinha uma dentição pouco especializada. Eram possivelmente omnívoros e arbóreos. O género Wakaleo surgiu no Miocénico e representa uma evolução no sentido de um maior tamanho.

O leão marsupial, no sentido estrito, surgiu no Pliocénico e pertenceu ao género Thylacoleo. Era um carnívoro voraz que se alimentava possivelmente de cangurus e wombats gigantes, entre outros herbívoros australianos. O Thylacoleo tinha dentes caninos muito reduzidos e matava as suas presas com os quatro incisivos longos e projectados para a frente. O tipo de molares sugere que não fosse capaz de roer nem esmagar ossos, sendo altamente especializado para a mastigação de partes moles. Por comparação, os felinos matam as presas com os dentes caninos e conseguem mastigar ossos. O Thylacoleo tinha dimensões semelhantes às de um leopardo actual mas o seu corpo era muito mais robusto e calcula-se que pesasse o mesmo que um leão moderno. As pernas dianteiras eram bastante poderosas e terminavam em patas com polegar oponível e garras longas. Estas características sugerem que caçassem de emboscada em vez de perseguições rápidas.

Os leões marsupiais sobreviveram até à chegada do Homem moderno ao continente australiano. É pouco provável que os aborígenes tivessem entrado em conflito directo com estes predadores. No entanto, os danos que causaram às faunas de herbívoros contribuiu para o desaparecimento destes carnívoros altamente especializados há cerca de 10.000 anos.


Classificação taxonómica
Genus †Priscileo
†Priscileo pitikantensis (Oligoceno Superior)
†Priscileo roskellyae (Mioceno Médio)
Subfamily Wakaleoninae
Genus †Wakaleo
†Wakaleo alcootaensis (Mioceno Superior)
†Wakaleo oldfieldi (Mioceno Inferior-Superior )
†Wakaleo vanderleuri (Mioceno Médio-Superior)
Subfamily Thylacoleoninae
Genus †Thylacoleo
†Thylacoleo carnifex (Pleistoceno)
†Thylacoleo crassidentatus (Plioceno)
†Thylacoleo hilli (Plioceno)
†Thylacoleo robustus
†Thylacoleo australis
†Thylacoleo oweni

Leão



Leão branco,o qual é normal,só possuindo uma mudança nos genes.


O leão (nome científico:Panthera leo) é um grande felino, originalmente encontrado na Europa, Ásia e África. Tais felinos possuem coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpo mais claras, ponta da cauda com um tufo de pêlos negros (que encobrem um esporão córneo, para espantar moscas) e machos com uma longa juba. Há ainda uma raridade genética de leões brancos, que, apesar de sua linda aparência, apresentam dificuldades de sobrevivência por se destacarem nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati.

Os leões estão muito concentrados atualmente nas savanas reservadas, onde caçam principalmente grandes mamíferos, como antílopes, zebras, búfalos e javalis; entretanto, um grupo pode abater um elefante que esteja só. Também é freqüente o confronto com hienas, estando estas em bandos ou não, por disputa de território e carcaças.

O leão é apelidado de o "rei dos animais" por se encontrar no topo absoluto da cadeia alimentar terrestre (entre animais irracionais, por óbvio). Não obstante, são os felinos mais sociáveis do mundo: um grupo pode possuir até quarenta indivíduos, composto na maioria por fêmeas.
Classificação
O leão apresenta 15 subespécies, algumas delas extintas.

Panthera leo azandica - NE Congo
Leão-do-catanga (Panthera leo bleyenberghi) - Katanga
Leão-congolês (Panthera leo hollisteri) - Congo
Leão-sul-africano (Panthera leo krugeri) - África do Sul
Leão-do-atlas (Panthera leo leo) † - Norte de África, extinto na natureza em 1922
Leão-massai (Panthera leo massaicus) - Quénia
Leão-do-cabo (Panthera leo melanochaita) † - África do Sul, extinto em 1860
Leão-núbio (Panthera leo nubica) - Leste africano
Leão-asiático (Panthera leo persica) - Antigamente espalhados da Turquia à Índia central e do Cáucaso ao Iêmen, porém hoje restrito à floresta de Gir no noroeste da Índia, aonde restam não mais do que 300 exemplares.
Leão-europeu (Panthera leo europaea) † - extinto desde 100 d.C. Habitava a área mediterrânea da Europa (de Portugal à Bulgária e da França à Grécia). Status como subespécie ainda não confirmado; pode ser sinômino de Panthera leo spelaea ou Panthera leo persica.
Leão-etíope (Panthera leo roosevelti) - Abissínia
Leão-senegalês (Panthera leo senegalensis) - Senegal
Leão-somaliano (Panthera leo somaliensis) - Somália
Leão-do-sudoeste-da-áfrica (Panthera leo verneyi) - Kalahari
Leão-americano (Panthera leo atrox ou Panthera atrox) † - América do Norte, extinto no Plistocénico
Leão-das-cavernas (Panthera leo spelaea) † - Europa e Ásia (centro e norte), extinto no Plistocénico
Aparência
O leão macho é facilmente reconhecido pela sua juba. No entanto, existe em Angola uma subespécie quase extinta, em que nenhum dos indivíduos possui juba. Seu peso varia entre as subespécies, num intervalo de 150 kg a 250 kg, raramente ultrapassando esse peso na natureza. As fêmeas são menores, pesando entre 120 kg e 185 kg. São dos maiores felinos vivos, menores apenas do que os tigres-siberianos e, ocasionalmente, alguns tigres-de-bengala: os machos medem entre 260 e 330 cm, e as fêmeas, entre 240 e 270 cm. Podem correr numa velocidade aproximada de 50 km/h, mas somente em pequenas distâncias.

Quando filhotes, machos e fêmeas têm a mesma aparência; no decorrer do crescimento, os machos adquirem as jubas. Chegando à maturidade sexual, os machos novos optam por viver sozinhos ou disputar a liderança do grupo.

Distribuição geográfica

Hoje ainda se podem encontrar leões na África sub-saariana, mas populações significativas só existem em parques nacionais na Tanzânia e África do Sul. A subespécie asiática consiste hoje apenas de cerca de 300 leões que vivem num território de 1412 km² na floresta de Gir, noroeste da Índia, um santuário no estado de Gujarat.

Os leões foram extintos na Grécia por volta do ano 100 d.C. e no Cáucaso, seu último local na Europa, por volta do século X, mas sobreviveram em considerável número até o começo do século XX no Oriente Médio e no Norte da África. Os leões que viviam no Norte da África, chamados de leões bárbaros, tendiam a ser maiores que os leões sub-saarianos, tendo os machos jubas mais exuberantes. Talvez viessem a ser uma subespécie de leão, o que não foi confirmado.

Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (como eventuais ataques de hienas, búfalos e elefantes).

São exímios caçadores de grandes herbívoros, como a zebra e o gnu, mas sabe-se que comem quase todos os animais terrestres africanos que pesem alguns poucos quilogramas. Como todos os felinos, têm excelente aceleração, mas pouco vigor. Por isso, usam tácticas de emboscada e de ação em grupo para capturar suas presas. Muitos leões desencadeiam o ataque a 30 metros de distância da presa. Mesmo assim, muitos animais ainda conseguem escapar. Para sobreviver, um leão necessita ingerir, diariamente, cerca de 5 quilos de carne, no mínimo, mas caso tenha a oportunidade, consegue comer até 30 quilos de carne numa só refeição. Isto acontece porque nem sempre os leões são bem sucedidos, e, logo, sempre que o são, aproveitam toda a carne disponível para não precisarem voltar a caçar tão cedo.


Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes, se não melhores caçadores. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia; outro fator, de menor relevância, é sua juba, que sobreaquece os seus corpos, deixando-os mais rapidamente exaustos.

As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.

As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.
Ataques contra humanos
Enquanto um leão faminto provavelmente irá atacar um humano que esteja próximo, normalmente os leões preferem ficar longe da presa humana. Alguns casos de leões famosos devoradores de homens incluem os leões de Tsavo (imortalizados no filme A Sombra e a Escuridão) e os leões de Mfuwe. Em ambos os casos, os caçadores que encararam os leões escreveram livros detalhando a "trajetória" dos leões como devoradores de homens. No folclore africano, leões devoradores de homens são considerados demônios.

Os casos dos devoradores de homens de Mefuwe e Tsavo apresentam algumas semelhanças. Os leões de ambos os incidentes eram todos maiores que o normal, não tinham juba e aparentavam sofrer queda de dentes. Alguns especulam que eles possam ser de um tipo de leão ainda não classificado, ou então que encontravam-se doentes e dessa forma não conseguiam abater presas.

Ainda foram reportados outros casos de ataques de leões contra humanos em cativeiro.
Status de conservação
Desde a antiguidade o leão vem sofrendo extinções territoriais: Europa Ocidental (ano 1), Europa Oriental (ano 100), Cáucaso (século X), Palestina (século XII), Líbia (1700), Egito (década de 1790), Paquistão (1810), Turquia (1870), Tunísia e Síria (1891), Argélia (1893), Iraque (1918), Marrocos (1922), Irã (1942), dentre outras. Ainda no final do século XIX estava quase extinto da Índia.

Uma série de fatores se acumulam para ameaçar a continuidade da existência dos leões: seu número populacional reduzido, a constante redução de seus territórios e a caça indiscriminada são os principais. No continente africano, o mais grave fator a contribuir à sua extinção tem sido o abate retaliativo dos seres humanos: uma ampla cultura de gado favorece ataques ocasionais dos leões aos animais dos fazendeiros, que os perseguem e matam quando isso acontece. A caça, tanto ilegal como legal (pois é permitida em vários países do continente africano) também tem sido fator muito grave: por viver em grandes bandos e em áreas abertas, é mais fácil de ser caçado do que tigres e leopardos, pois sendo estes de mais difícil localização, torna-se o leão o maior alvo da caça indiscriminada.
Simbologia
Poucos animais possuem presença tão marcante como símbolo.

O Leão é um dos doze signos do zodíaco.
O leão é conhecido como o Rei dos Animais, e assim é retratado em muitas histórias infantis, como O Rei Leão e O gato de botas.
Sua imagem é normalmente associada ao poder, à justiça e à força, mas também ao orgulho e à auto-confiança.
O leão também é um símbolo solar.
No livro das revelações, o Leão de Judá é o Messias: "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." (Apocalipse 5:4-6). O leão também aparece no estandarte da tribo de Judá.
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.
No Brasil, devido à veiculação, em 1979, de uma campanha publicitária sobre a ação fiscalizadora da Receita Federal nas declarações de Imposto de Renda, em que aparecia o animal, tornou-se uma metáfora freqüentemente usada pelos meios de comunicação para simbolizar aquela autarquia ("prestar contas com o Leão", "Leão do Imposto de Renda").